
Fábio Zuker
- Group:Associados, Axe 5, Eixo 5, Membres associés
Fábio Zuker
Fábio Zuker é antropólogo ambiental e pesquisa as dinâmicas de desmatamento na Amazônia brasileira.
Atualmente, é pesquisador de pós-doutorado na Universidade de São Paulo. Anteriormente, foi pesquisador de pós-doutorado na Universidade de Princeton (2023) e pesquisador visitante no Collège de France (2024) e na Universidade de Cornell (2022).
Meu trabalho se concentra em três áreas principais:
- incentivos ao desmatamento, analisando os fatores financeiros, políticos e ideológicos que impulsionam a destruição ambiental;
- meio ambiente e saúde, investigando os impactos do desmatamento sobre as comunidades amazônicas, particularmente contaminação tóxica e doenças emergentes;
- ecologias indígenas, destacando o papel do conhecimento e das estratégias políticas indígenas na conservação da floresta.
Fábio é autor de diversos artigos científicos, reportagens, ensaios e do livro The Life and Death of a Minke Whale in the Amazon (Milkweed, 2022).
Minha pesquisa sobre as dinâmicas de desmatamento na Amazônia brasileira está profundamente conectada ao conceito de transição, tal como apresentado no projeto Mundos em Transição. O desmatamento e suas consequências socioambientais são manifestações concretas de múltiplos processos de transição interligados:
- transições ecológicas, que afetam a estabilidade dos biomas e sua capacidade de regeneração;
- transições socioeconômicas, relacionadas às mudanças nos modos de vida das populações amazônicas diante da expansão das atividades agroindustriais e da reconfiguração do uso e posse da terra;
- transições políticas, que envolvem disputas sobre governança ambiental e os direitos dos povos indígenas.
Minha pesquisa pode contribuir para o projeto científico Mundos em Transição, do Laboratório Internacional de Pesquisa do CNRS São Paulo, na medida em que se centra sobre um dos principais e mais biodiversos biomas do planeta, que está simultaneamente passando por um processo de transição e destruição sem precedentes, e cuja conservação é vital para sucesso transição verde a nível planetário.
Além disso, minha pesquisa distancia-se da visão linear de transição como um deslocamento unidirecional entre estados opostos, e examina as temporalidades não lineares desse processo, marcadas por ciclos de destruição, resistência e disputas políticas.